domingo, maio 19, 2013

Divagando de leve

São quase 7 bilhões de pessoas no mundo. O que te faz acreditar que existe uma, e apenas uma, feita para você? Uma, e apenas uma, que pensa como você, gosta das mesmas bandas, séries e livros que você. Uma e apenas uma que te entende. Não é um pensamento meio, muito, completamente egoísta acreditar que existe uma pessoa, em algum lugar do mundo, que vive para te conhecer, basicamente? Não é um pensamento meio, muito, completamente egoísta acreditar que essa pessoa poderá conhecer muitas outras pessoas, mas quando te ver, vai cair aos seus pés?

Não pretendo entrar nos méritos de religões aqui. É mais uma questão de lógica mesmo. Tudo bem que se você tem a mínima noção do tamanho do universo que nos encontramos, sete milhões não é um número tão grande,mas atrelando esse número à complexidade de um ser humano, suas chances são ínfimas, se não nulas.

 Se "aqueles que passam por nós não vão sós, deixam um pouco de si, levam um pouco de nós" *, por que não passar por mais e mais seres? Acredito ser uma ótima maneira de evoluir. Seguindo essa ideia muitas vezes nem percebemos as mudanças geralmente boas (depende com quem você esbarra, claro) pelas quais passamos. Não to aqui fazendo um texto à favor da poligamia, só pra deixar claro.

Talvez seja muito mais fácil imaginar que existe alguém no universo que vai gostar de você como você é. Afinal, esse pensamento te poupa o tempo que você gastaria tentando ser um ser humano melhor para si e para os outros. É, essa pode ser a resposta para a pergunta que fiz no início do texto. É a saída mais fácil. Sem dúvidas não é a mais eficiente, mas é a que te exige menos esforço. Então continue sentado, olhando para o computador e reclamando em redes sociais que ninguém te ama, ninguém te quer, ninguém te chama de meu amor.

*Eu sei que é clichê citar Antoine de Saint-Exupery‎, mas é uma das frases que mais gosto e foi por causa dela que aprendi a evitar más companhias. :P

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