domingo, agosto 22, 2010

Reflexões...

Estou muito tempo sem vir aqui, né? Uns três meses mais ou menos. Já pensei em tanta coisa pra escrever, já comecei a escrever tanta coisa e desisti. Mas enfim, sem mais reclamações, vamos ao que interessa.

Há uns tempos atrás reparei algo estranho na minha família. Aqui as pessoas se gostam, são agradáveis e tudo se resolve na conversa (incluo aqui meus primos, meus tios e avós maternos). O estranho foi quando passei o ano novo com meus tio-avós, sempre reparei que eles eram diferentes, não trocavam muitos carinhos -ou nunca trocavam carinhos-, muito menos se dirigiam um ao outro com delicadeza, mas nesse ano novo pra mim ficou mais evidente. Provavelmente pelo fato de eu ter passado um tempo maior com eles sem meus pais. Voltando para minha casa surgiu o assunto no carro e perguntei à minha mãe o por quê deles serem assim, tão repulsivos entre si. Ela respondeu algo como: "Eles não se gostam, se aturam".
Fiquei com aquilo na cabeça por muito tempo. Como podem duas pessoas viverem juntas por quase cinquenta anos -ou mais que cinquenta, não sei- se aturando? Entendo que a teoria do felizes para sempre é muito falha, mas como criar uma família com uma pessoa que você nem gosta? Namorar já é difícil, imagine casar. Eu não aguentaria, prefiro ficar velha vivendo com meus 30 gatos e morrer solteira a isso (estou cuspindo pro alto?).
Enfim, isso me fez refletir. Quantas pessoas no mundo são assim? Não posso dizer que são infelizes, mas será que são felizes? Se é que vocês me entendem. É difícil encontrar alguém que te complete ou que pareça muito contigo, mas desistir não é a melhor opção. E bem, se não quer mais procurar, deixe o seu companheiro viver, deixe que ele faça a escolha dele.
Ainda estou meio encucada com isso, se bem que Allan Kardec explica... Mas não vamos entrar nesse assunto aqui, né? Fica pra próxima.