quinta-feira, maio 27, 2010

Remar...

"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (...). Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia (...). Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar".

(Caio Fernando Abreu)


Só por que eu adorei o texto.

segunda-feira, maio 24, 2010

Enfim, formada!

Há dois dias atrás ocorreu a minha colação de grau. Preciso nem dizer que foi ótima, né? Agora sim posso falar que estou definitivamente formada! Nunca me imaginei nessa situação, sinceramente. Ser formanda do ensino médio pra mim há alguns anos atrás é como hoje me parecer ser se formar em engenharia: impossível. Porém sábado percebi que as coisas não são tão impossíveis assim.
Sexta-feira e sábado ficaram marcados pela nostalgia. Um sentimento incrível que apesar da tristeza que vem junto, gosto de senti-lo. Foram os dois dias que eu mais pensei no CEFET. Na sexta por que eu tinha que fazer o discurso e no sábado por que foi O dia. Pensei em tantas coisas... Desde o primeiro dia de aula até como será daqui pra frente. 2010 ainda tá tranquilo, eu ainda tenho vínculo com o CEFET, ainda vou lá e vejo grande parte dos meus amigos e ex-professores, mas e o ano que vem? É difícil imaginar sem deixar que as lágrimas rolem.
Já chorei muito no sábado. Chorei quando terminei meu discurso, chorei quando o Marcelo, nosso paraninfo, fez o discurso dele, chorei quando a Thiengo homenageou o André, chorei quando abracei o Marcelo e realizei que nunca mais teria aquela aula de matemática, chorei abrançando a Talita também, chorei quando percebi que não falei o que eu queria ter falado para um outro professor querido, enfim, já chorei o que tinha que chorar e um pouco mais. Acho que chega. Agora só daqui a alguns dias uns anos quando eu parar pra pensar no CEFET denovo.
É incrível como aquela escola cria um vínculo irreparável com o aluno. Talvez por que passamos muito tempo nela, talvez por que ela nos modifica tanto em tão pouco tempo, talvez pelas pessoas que a compõem, talvez por tudo isso reunido. Sei lá. Só sei que é algo inigualável e indiscutível. Todos que saem dela sentem a mesma coisa. Espero que isso perpetue pelas próximas gerações. É isso que nos torna cefetianos.
Bem, vida que segue, né? Mais um etapa cumprida e, modéstia à parte, com louvor. Agora a gente faz o possível para continuar nos falando e nos vendo. Quem sabe um reencontro anual? Acho digno. Sim, todos sabem que não será a mesma coisa, mas a vida é assim. Precisamos de coisas novas, pessoas novas. Boa sorte para nós daqui pra frente! o/


Aah, no final, assistindo o vídeo percebi que meu dirscurso não ficou tão ruim assim. Vejam aí, (denovo, pra quem foi) e digam o que acharam, por favor.




sexta-feira, maio 07, 2010

Um dia eu aprendo

Sempre que começo a escrever aqui me sinto idiota. Isso não era pra ser o MEU blog? Aquele lugar que EU escrevo o que EU quiser e no momento que EU quiser independente do que as pessoas possam pensar ou não de mim? o.O

Freud explica.